Jornalista russo assassinado em frente à sua casa ‘volta à vida’ na Ucrânia
Jornalista russo assassinado em frente à sua casa ‘volta à vida’ na Ucrânia
Plot twist inimaginável foi digno de trama de espionagem
Postado em 1/06/2018

Em uma típica manhã de terça-feira (29), seu marido sai de casa para ir ao mercado, comprar alguns itens que estavam faltando na despensa. Logo em seguida, você ouve barulhos de tiro e sai na rua para encontrar o seu marido caído na calçada, envolto por uma enorme poça de sangue.


Foi nessa situação em que se encontrou a esposa de Arkady Babchenko, um jornalista russo de 41 anos, que morava com sua família em Kiev, capital da Ucrânia. 


Babchenko, nascido em Moscou, e sua família deixaram sua terra natal em 2016, após o jornalista, conhecido por escrever peças críticas ao governo russo, ter recebido diversas ameaças de morte. Estava claro, para o mundo, quem seriam os principais suspeitos do seu assassinato...


Tal qual seria a surpresa de todos quando, no dia seguinte (30) à sua morte, Babchenko apareceu são e salvo em uma coletiva de imprensa convocada para falar sobre a sua morte.


Babchenko em encontro com presidente ucraniano Petro Poroshenko (esquerda) nesta quarta (30)


Segundo o chefe do serviço de inteligência ucraniano, Vasily Gritsak, o plot twist, digno de uma trama de Sherlock Holmes, serviu para frustrar e expor uma tentativa real de assassinato contra o jornalista.


“Eu gostaria de me desculpar por tudo que vocês tiveram que passar. Me desculpem, mas não havia outro jeito”, disse a “ex-vítima” Babchenko aos seus colegas presentes na coletiva.


“Separadamente, também gostaria de pedir desculpas à minha esposa, pelo inferno que a fiz passar”, também declarou Babchenko, dando a entender que a sua esposa não estava ciente da trama. 


Ameaças, assassinato, ‘ressurreição’, espiões do governo. Para essa família, a semana tomou contornos de thriller de espionagem.


Dá pra imaginar qual seria a sua reação caso um ente querido aprontasse uma dessas? Se tivéssemos que adivinhar, a “intriga internacional” vai render ao jornalista algumas semanas dormindo no sofá.