Brasileiros são acusados pelo MPF de promover o Estado Islâmico no país
Brasileiros são acusados pelo MPF de promover o Estado Islâmico no país
Acusados tentavam recrutar jihadistas ao grupo terrorista e planejar atentados
Postado em 18/05/2018

Até o final de abril deste ano, ao todo, 11 brasileiros foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) sob a acusação de formarem organização criminosa e de promoverem o Estado Islâmico (EI) no país. Segundo o MPF, eles tentavam recrutar jihadistas para se unir ao grupo terrorista na Síria, além de intencionarem formar uma célula nacional do EI. 


Nas conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) em redes sociais e aplicativos como o Whatsapp, os acusados discutiam a realização de atentados contra instituições públicas (a exemplo do STF, Congresso Nacional e a Associação Brasileira de Inteligência) e eventos festivos como o Carnaval. 


 Denunciados planejavam ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal - Na imagem, membros do Estado Islâmico marcham em Raqqa, na Síria (//AP)


As denúncias são resultado da Operação Átila, da PF, mantida em sigilo até março deste ano. A operação foi iniciada em novembro de 2016, após a Guarda Civil da Espanha lançar um alerta à divisão antiterrorismo do órgão. A polícia espanhola teria descoberto a participação de brasileiros em grupos no aplicativo Whatsapp suspeitos de “promover, organizar ou integrar” o Estado Islâmico. 


Parte dos acusados nega qualquer envolvimento em práticas criminosas e com o grupo terrorista. A maioria afirma não se conhecer pessoalmente, alegando que se comunicavam apenas por meio de redes sociais. Sobre todos, contudo, recai a acusação de promover o terrorismo, por terem disseminado, dentre outros, mensagens extremistas, vídeos de execuções e propaganda do EI.