Casal acusado de vender filho a pedófilos na internet é preso na Alemanha
Casal acusado de vender filho a pedófilos na internet é preso na Alemanha
O menino, de 10 anos, foi estuprado por estranhos em pelo menos 50 ocasiões enquanto os pais filmavam
Postado em 10/08/2018

Acusada de vender o próprio filho para pedófilos na internet, a alemã Berrin Taha foi condenada, esta semana, a 12 anos e 6 meses de prisão. Segundo relatórios da polícia, a mulher, de 48 anos, praticou o crime por pelo menos 50 vezes com auxílio de seu namorado, Christian Lais, de 39 anos.


O julgamento do casal, iniciado em junho deste ano, terminou na terça-feira (7), na cidade de Friburgo, na Alemanha. Berrin e Christian foram acusados de múltiplos crimes, incluindo estupro e agressão sexual contra menores, prostituição forçada e distribuição de pornografia sexual. 


(Casal durante julgamento em tribunal em Friburgo. (Rostos borrados por motivos legais) Foto: Thomas Kienzle/AFP/Getty Images)


Os abusos sofridos pela vítima, um menino de dez anos, eram perpetrados não somente por estranhos - os quais pagavam até 10 mil euros para praticar atos sexuais com o garoto, mas também pelo próprio casal, que gravava as agressões ‘sob encomenda’ para vender na dark web (servidores de internet ‘secretos’ que só podem ser acessados por meio de códigos e programas específicos).


 (Christian Lais saindo do tribunal. Foto: Patrick Seeger/Getty Images)


De acordo com as autoridades locais, essas práticas ocorreram por pelo menos 2 anos e eram tão violentas que, uma vez, Berrin chegou a ter de intervir para evitar que um dos abusadores concluísse o ato matando o menino.


(Berrin Taha sendo levada para o tribunal. Foto: AFP)


Na sentença do julgamento, além da prisão, foi imposta ao casal uma multa indenizatória no valor de 42.500 euros, quantia que deve ser direcionada ao menino e a uma outra vítima deles - uma garota de três anos. Sobre essa última, não foram divulgadas mais informações, nem se é filha dos condenados ou não. 


Ao fim do processo, a polícia alemã concluiu ainda que o Berrin e Christian faziam parte de uma rede maior de abuso infantil, a qual faz uso da dark web para praticar os crimes. Essa rede já está na mira das autoridades do país há algum tempo. Só no ano passado, outros seis membros foram presos após uma denúncia anônima.


Quanto ao filho do casal, ele foi levado sob custódia, logo no início do processo, e atualmente vive com uma família adotiva.