Catador de lixo espacial é lançado para resolver crise na órbita da Terra
Catador de lixo espacial é lançado para resolver crise na órbita da Terra
Operação foi lançada para evitar catástrofe espacial
Postado em 20/06/2018

500.000 detritos, formando uma massa de 7.500 toneladas de entulho. Por incrível que pareça, não estamos falando de um lixão – pelo menos não de um lixão aqui na Terra.


Essas são as estimativas da NASA para a quantidade de lixo espacial que circula atualmente na órbita do nosso planeta. E o pior de tudo nem é a bagunça: todo esse lixo espacial pode causar uma verdadeira catástrofe!


Para lidar com esse problemão, uma equipe liderada pela Universidade de Surrey, na Inglaterra, construiu um novo satélite que pode salvar a Terra da ameaça dos detritos espaciais: o “RemoveDebris”.




O “RemoveDebris” (“remove entulhos”, em português) conta com um arpão e uma rede desenhados especificamente para agarrar e recolher detritos espaciais de grande porte.


Ao final da missão, o satélite irá lançar outra rede sobre si mesmo, a qual irá lançá-lo – junto com o lixo espacial recolhido – em direção à atmosfera, onde serão todos incinerados.


O equipamento foi lançado em março para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), de onde foi lançado em órbita nesta terça-feira (19).


A própria ISS foi vítima da “tempestade de lixo”. Em 2016, um detrito espacial (possivelmente, uma lasca de tinta ou uma pequena junta de metal) causou uma rachadura em uma das janelas da imensa espaçonave.


Rachadura causada por detrito espacial na Estação Espacial Internacional.
Foto: ESA/NASA 
Como todos que assistiram ao filme Gravidade (2013) podem lembrar, um pedaço maior de entulho poderia ter perfurado o exterior da espaçonave e ter posto em risco a vida dos ocupantes da Estação.

Os detritos espaciais são, em sua maioria, formados tanto por fragmentos que se desprenderam de espaçonaves ou de satélites abandonados, quanto por equipamentos que foram perdidos por astronautas, e que agora circulam o planeta a velocidades de mais de 40.000 Km/h.


Uma colisão de um satélite com algum detrito maior que uma bola de beisebol, por exemplo, também poderia representar não só danos irreparáveis como também a perda de serviços essenciais para a Terra, tais quais os de GPS, ou de sinais de telecomunicações.


Pelo visto, não é só aqui na Terra que os humanos deixaram uma bagunça.


E você, o que você iria propor para resolver o problema do lixo espacial?