Xô preguiça! Empresa chinesa vai multar empregados que andarem menos de 5 km por dia
Xô preguiça! Empresa chinesa vai multar empregados que andarem menos de 5 km por dia
Polêmica medida tem como objetivo estimular que as pessoas façam mais exercícios físicos
Postado em 30/11/2018
Foto: Getty Images/Reprodução

Se você é daquelas pessoas sedentárias que passam o dia inteiro sentadas no escritório, levantando apenas ocasionalmente para beber água ou ir ao banheiro, saiba que, na China, sua vida seria bem mais difícil. Ou, pelo menos, seu salário poderia ser bem menor.


O motivo é uma polêmica política que foi adotada por uma empresa no país, segundo a qual os seus funcionários devem ser multados caso não cumpram uma cota mínima de 180 mil passos andados por mês (o equivalente a quase 150 km). Sim, você leu corretamente. A companhia simplesmente diminui o salário daqueles que não cumprirem o mínimo de passos estipulado.


De acordo com o jornal Information Times, a controvérsia é de uma firma imobiliária situada na cidade de Guangzhou, no sul da China, e a multa é de 0,01 yuan (cerca de meio centavo de real) por cada passo a menos dentro da meta estabelecida pela empresa.


Uma empregada do lugar relatou ao noticiário que a medida pode até ser benéfica à saúde do pessoal num nível geral, mas que, com todas as horas extras além da carga pesada das tarefas rotineiras do serviço, é muito difícil andar 6 mil passos (cerca de 5 km) por dia fora do horário de trabalho.


“Eu entendo que a empresa queira nos encorajar a fazer mais exercícios”, ela declara, “mas eu acabo nem tenho tempo suficiente para dormir por ter que fazer caminhadas para atingir a meta”.


(6 mil passos por dia equivalem a aproximadamente 5 km, uma distância nada modesta para o valor diário. Foto: Collective Evolution/Reprodução)Segundo um advogado trabalhista da cidade, Liu Fengmao, a política adotada não tem nenhum amparo legal e, além de tudo, pode acabar gerando grandes problemas para a companhia. Conforme explica, numa análise mais crítica da situação, uma caminhada fora do horário de trabalho visando ao cumprimento da meta de passos por dia poderia facilmente ser classificada com hora extra, tendo o empregado direito a uma remuneração especial por isso. 


Apesar de “absurda”, essa não é a primeira vez que uma empresa chinesa tenta implementar um “incentivo” à atividade física de seus funcionários. Em janeiro de 2017, uma firma de tecnologia em Chongqing já havia adotado política similar, exigindo de seus trabalhadores uma cota de 10 mil passos por dia. 


Se a moda vai pegar por lá, ninguém sabe. Mas, decerto, nós esperamos que o Brasil nem sonhe com algo do tipo, não é mesmo?