Perturbador: conheça a coleção de bizarrices médicas do Museu Mütter
Perturbador: conheça a coleção de bizarrices médicas do Museu Mütter
Com mais de 20 mil peças, o museu oferece uma experiência completa por entre as condições mais ímpares do meio médico
Postado em 14/09/2018
(Foto: Museu Mütter da Filadélfia/ Maxim/ Reprodução)

Para aqueles que adoram coisas macabras e bizarras, o Museu Mütter, na Filadélfia, é um prato cheio. Repleto de esquisitices anatômicas, curiosidades médicas, espécies patológicas e instrumentos cirúrgicos antigos, o local é um mundo à parte criado com toda a coleção do polêmico Dr. Thomas Mütter.


(Kit de embalsamento do século 20, antes de a prática ser considerada pagã e, enfim, ser abolida. Foto: Museu Mütter da Filadélfia)


São mais de 20 mil peças, incluindo esqueletos de todas as formas e tamanhos, bebês deformados dentro de frascos, e órgãos preservados de todos os tipos e qualidades.


(Bebês siameses natimortos do século 19. Foto: Museu Mütter da Filadélfia)


Pela descrição, você imaginaria um típico laboratório de um cientista maluco, não é mesmo?


Mas não é bem assim. O Dr. Thomas Mütter, embora à primeira vista pareça ser um tanto quanto peculiar, foi, na verdade, um dos cirurgiões mais respeitados e talentosos da história. Sua grande empatia pelos pacientes o tornou, em muitas ocasiões, o único médico a aceitar tratar de indivíduos que eram considerados “casos perdidos” pela comunidade médica.


(Coleção de caveiras adquiridas, por volta de 1874, pelo anatomista Joseph Hyrtl. Foto: Museu Mütter da Filadélfia)


Além disso, Mütter também foi extremamente engajado na realização de pesquisas em busca de formas de tratamento para as doenças raras que encontrava. 


Como resultado, ele acumulou uma vasta coleção dos materiais mais ímpares da época, despertando enorme interesse da ciência (e curiosidade do público). Foi assim que se iniciou o Museu Mütter, em 1863.


(Conhecida como “senhora sabão”, essa mulher foi mumificada em 1875 e, com o tempo, a gordura do seu corpo se transformou em ‘sabão’. Foto: Museu Mütter da Filadélfia)


O museu, que hoje conta com mais de 20 mil exemplares, realiza diversas exposições ao longo do ano. Dentre as mais interessantes, destaca-se a “Anatomia dos Grimms: Magia e Medicina”, na qual são explorados os lados mais assustadores dos contos de fadas. 


(Mãos dissecadas que são parte da exibição “Anatomia dos Grimms”. Foto: Harry Fisher/Allentown Morning Call/MCT via Getty Images)


Um bom exemplo do que se esperar dessa exposição é o paralelo traçado entre a história original da Cinderela e a tradição chinesa de deformar os pés para que eles aparentem ser menores.


“Muitos dos contos de fadas de Grimm lidam com o corpo humano corpóreo, seja lidando com doenças ou com uma transformação mágica ou com as várias coisas desagradáveis que podem acontecer com o corpo”, conta Anna Dhody, curadora do museu. “Muitas vezes, não existe o ‘felizes para sempre’”.


(Baú de medicamentos doado pela família de um importante médico do século 19, Dr. Benjamim Rush. Foto: Museu Mütter da Filadélfia)


É certo que o conteúdo do museu não é para qualquer um. Mas, talvez, a experiência valha a pena para quem tem interesse no meio científico (e um bom estômago). 


E você, toparia entrar no Museu Mütter?