Fóssil de rena e de filhote de lobo em perfeito estado impressiona cientistas, veja imagens
Fóssil de rena e de filhote de lobo em perfeito estado impressiona cientistas, veja imagens
Encontrados no noroeste do Canadá, os animais são “casos únicos” no mundo, segundo especialistas
Postado em 18/09/2018
(Foto: Governo de Yukon/ Reprodução)

Um grupo de mineradores buscava por ouro na região de Klondike, no noroeste do Canadá, quando acabou fazendo uma descoberta espetacular. Às proximidades da área que escavavam, situava-se um sítio arqueológico, no qual jaziam os corpos de dois mamíferos da era glacial em estado incrivelmente preservado. O achado, composto por uma rena e um filhote de lobo, foi exposto ao público pela primeira vez na quinta-feira (13), durante cerimônia na cidade de Dawson.


Os especialistas estipulam que os dois animais teriam vivido há mais de 50 mil anos, tendo seus restos mortais conservados pela ação do permafrost canadense, que evita a decomposição devido às baixíssimas temperaturas.


(O filhote de lobo foi encontrado intacto pela ação do permafrost. Foto: Governo de Yukon/ Reprodução)


Entre os dois fósseis, o filhote de lobo foi o caso mais impressionante. Ele apresentava todas as partes do corpo intactas, inclusive a pele e os pelos. De acordo com os paleontólogos Grant Zazula e Elsa Panciroli, esse é um caso único no mundo. 


(Detalhe da cabeça do filhote de lobo. Foto: Governo de Yukon/ Reprodução)


“Ossos de lobos da era glacial são relativamente comuns na região, mas encontrar um animal preservado com pele e pelos é simplesmente excepcional - você só quer chegar nele e acariciá-lo. É como uma visão privilegiada do mundo da era do gelo”, declarou Panciroli.


Quanto à rena, foi apenas descoberta a parte frontal de seu corpo, mas ainda assim em estado altamente conservado, com músculos, pele e pelos intactos. Seu achado, segundo especialistas, é um dos registros mais antigos de tecido de mamífero do mundo - remonta a quase 80 mil anos atrás.


(Apenas a parte frontal da rena foi encontrada, mas altamente conservada. Foto: Governo de Yukon/ Reprodução)


Os estudiosos esperam agora poder estudar a fundo os animais para identificar quais eram os seus hábitos alimentares, qual foi a causa de suas mortes, e com que idade morreram. Esses dados prometem dar uma visão mais precisa sobre a realidade da região durante a era glacial, além de permitirem que se estabeleçam ligações entre as espécies recentes e seus ancestrais.


É realmente incrível, não é mesmo?