Irmãos ingleses encontram corpo mumificado de bebê na casa da mãe recém-falecida
Irmãos ingleses encontram corpo mumificado de bebê na casa da mãe recém-falecida
Ninguém tinha conhecimento da existência da criança, que, segundo legista, nasceu na década de 1960
Postado em 22/11/2018
Foto: Mirror UK/Reprodução

Quando dizemos que alguém tem “esqueletos no armário”, queremos dizer, normalmente, que a pessoa tem um segredo terrível escondido em seu passado. No entanto, às vezes, a expressão extrapola o seu sentido figurado…


Foi o que aconteceu com esta família na Inglaterra. Após o falecimento da mãe, duas irmãs e um irmão foram até a casa dela para fazer uma limpeza geral e separar os artigos que seriam doados, vendidos ou guardados como recordação. Mas o que encontraram lá não estava descrito em nenhum testamento.


Vasculhando pelos armários da casa, eles se depararam com uma pequena caixa, guardada numa gaveta do armário embaixo da escada. Para surpresa dos irmãos, ali se encontravam os restos mortais mumificados de um bebê - um membro da família do qual eles nunca haviam tomado conhecimento. 


Chocados com o achado, os três fecharam a caixa e correram à delegacia de Northallerton, no centro-leste do Reino Unido. 


(Rua da casa onde o corpo do bebê foi encontrado. Ninguém sabia da sua existência. Foto: The Sun/Reprodução)O inquérito terminou apenas na quarta-feira (21), após meses de investigação, determinando, por fim, que o bebê era de fato filho dos mesmos pais que os três irmãos. 


O caso, liderado pelo sargento Matthew Wilkinson, ainda segue com muitas perguntas sem respostas. Conforme relatório oficial, nenhuma das pessoas interrogadas parecia ter o menor conhecimento sobre a criança, incluindo Melvin Thompson, suposto pai dela.


As causas da morte do bebê também são inconclusivas. De acordo com o detetive John Broadbridge, devido à mumificação do corpo, é impossível determinar se ele nasceu com vida ou não. Sabe-se apenas que ele deva ter nascido, plenamente desenvolvido, entre o final dos anos 1950 e início dos 1960.


“Nos meus 25 anos de trabalho como legista, este é o caso mais angustiante que eu já vi”, afirmou Broadbridge. “É trágico, totalmente trágico e terrivelmente triste que a mãe tenha tido que manter um segredo desses por tanto tempo.”