Japão mata 333 baleias, incluindo filhotes e grávidas, mas alega “fins científicos”
Japão mata 333 baleias, incluindo filhotes e grávidas, mas alega “fins científicos”
Ambientalistas afirmam ser essa mais uma demonstração “espantosa e desnecessária” da crueldade da caça japonesa aos mamíferos
Postado em 1/06/2018

Essa semana, o Japão deixou ambientalistas horrorizados com mais um massacre de baleias-minke - com a morte, inclusive, de baleias grávidas e filhotes. A ocorrência, classificada pelos defensores dos animais como “espantosa e desnecessária”, fez parte, de acordo com Tóquio, de uma “pesquisa de campo biológica”. 


A expedição de caça, que durou 4 meses e se deu na Antártida, terminou em março deste ano com um balanço sombrio: 333 baleias mortas, sendo 122 grávidas e 114 filhotes. A Human Society Internationalorganização ambientalista engajada na luta contra crueldade animal, afirmou que os dados representam uma “estatística chocante e um triste indício da crueldade da caça japonesa às baleias”.


"É mais uma demonstração, como se fosse necessário mais uma, da verdadeira natureza das operações baleeiras, espantosas e desnecessárias, especialmente quando se demonstrou que estudos não-letais são suficientes para as necessidades científicas", argumentou a diretora da organização, Alexia Wellbelove.


Embora tenha assinado documento da Comissão Baleeira Internacional pondo moratória à prática, o Japão continua a caçar baleias utilizando-se da desculpa de que o faz para fins científicos. A justificativa é, no mínimo, contestável. É de conhecimento público que a carne dos animais abatidos é vendida para consumo.


O consumo da carne de baleia, já tradicional no país da terra nascente, ganhou destaque após a Segunda Guerra Mundial, quando foi usada para reforçar a alimentação da população. Nos últimos anos, contudo, a procura por ela tem diminuído.


E você, o que acha das alegações de Tóquio?