O drama de Heung-Ming Son: vencer a Copa ou abandonar o futebol
O drama de Heung-Ming Son: vencer a Copa ou abandonar o futebol
Jogador coreano terá de prestar serviço militar por 2 anos caso não vença, e isso pode ser o fim de sua carreira
Postado em 26/06/2018

No último sábado (23), a vitória do México sobre a Coreia do Sul, por 2 a 1, ceifou mais do que as chances do país asiático no Mundial: a carreira de Heung-Ming Son, seu principal jogador, também foi posta à prova. E, diante disso, o craque se viu protagonizando uma das cenas mais dramáticas da Copa até agora. Em lágrimas, o meio-campista do Tottenham teve de relembrar todos os seus esforços pelo time sul-coreano - os quais não foram poucos - e constatar que foi tudo em vão. Segundo a lei de seu país, ele terá de abandonar os campos e seguir para o serviço militar por no mínimo 21 meses. Tivesse vencido o jogo, ele teria chance de ser dispensado.

 

(Créditos: Indy Football)

 

A legislação da Coreia do Sul dispõe que todos os cidadãos do sexo masculino devem terminar o serviço militar antes de completarem 28 anos. Son já conta com 26 e, portanto, deverá se alistar em breve. A única esperança do jogador contra essa perspectiva se resumia à regra que prevê a dispensa em caso de haver algum mérito capaz de enaltecer a nação sul-coreana - como, por exemplo, ter bons resultados na Copa do Mundo. Eis o motivo da sua desolação. 

 

Mas nem tudo está perdido. Heung-Ming Son ainda terá mais uma oportunidade para escapar do quartel. Segundo as regras do país asiático, há uma brecha à obrigação militar para os atletas que conquistem medalhas nos Jogos Olímpicos ou ganhem um ouro nos Jogos Asiáticos. Assim, Son poderá ser isento do processo se conseguir subir ao pódio do torneio asiático que ocorrerá entre 18 de agosto e 2 de setembro, na Indonésia. Essa será a última chance do craque. Caso não consiga, sua carreira estará em xeque. Dificilmente ele seguirá como jogador de primeira linha depois de dois anos afastado.

 

(Créditos: Indy Football)

 

Sobre seu pranto, presenciado no vestiário pelo presidente Jae-in Moon, Son afirmou que não queria ter chorado, mas a decepção do momento foi muito grande, especialmente quando viu a frustração no rosto de seus colegas. “Foi muito desapontador ter perdido. Eu marquei meu primeiro gol nesta Copa, mas isso não importa muito quando você perde. Não vale de nada marcar pontos”, afirmou.