Oito crianças brasileiras são separadas dos pais em fronteira dos EUA
Oito crianças brasileiras são separadas dos pais em fronteira dos EUA
Cerca de 2.000 menores, incluindo bebês, são mantidos longe dos seus responsáveis
Postado em 20/06/2018

Em comunicado oficial, o Consulado brasileiro em Houston relatou, nesta quarta-feira (20), existirem pelo menos oito crianças brasileiras dentre as centenas que foram separadas de seus pais na fronteira americana com o México. Até agora, estima-se que as vítimas da política anti-imigração de Trump sejam, ao todo, cerca de 2.000 menores, dentre crianças pequenas e bebês.


 (Pelo menos 200 crianças estão no local, segundo dados oficiais. Foto: US Customs and Border Protection / US Customs and Border Protection/AFP)

Chamada de “tolerância zero” e responsável pelo quadro, a controversa política estadunidense prescreve que todos os imigrantes ilegais a cruzarem a fronteira do país devem ser criminalmente processados. Por isso, quando capturados, eles são imediatamente levados para um centro de detenção de imigrantes, onde aguardam até poderem ser atendidos por um juiz. E, nesse meio tempo, as crianças que os acompanhavam até ali são tratadas como meros “efeitos colaterais”.

(Um dos locais usados de abrigo para as crianças é chamado "La Perrera", ou "O Canil" em espanhol. Foto: AFP / US Customs and Border Protection/AFP)


Embora não haja prescrição formal sobre o procedimento adotado, os menores são separados de suas famílias e levados para “abrigos” sob a custódia do Estado americano. Lá, são postos para dormir no chão, atrás de grades, sem ter a menor consciência de onde seus pais estão. Para alimentá-los, sacos de batatas chips e garrafas de água são eventualmente distribuídos.


O quadro chocante tem provocado enormes reações pelo mundo. Dentre as mais marcantes, tem-se a da jornalista Rachel Maddowdo MSNBC, que, tocada pela tragédia dos fatos, teve de se retirar durante reportagem ao vivo, nesta terça-feira (19). Já no âmbito político, pronunciaram-se Hillary Clinton, tachando a situação de "crise humanitária", e The New York Times, que qualificou as escolhas de Trump como "desonestas e covardes".

Frente às críticas, o presidente, contudo, limitou-se a defender sua política.

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