Winner, Winner: Estúdio de PUBG processa estúdio de Fortnite por violação de direitos autorais
Winner, Winner: Estúdio de PUBG processa estúdio de Fortnite por violação de direitos autorais
Quem ficará com o ‘chicken dinner’?
Postado em 29/05/2018
Uma luta cruel, até a morte, em que dois competidores ferozes usam todo o arsenal à sua disposição para decidir quem irá prevalecer e levar o grande prêmio final. Esses bem que poderiam ser os minutos finais de uma partida de Battle Royale, mas se trata, na realidade, da história de uma disputa judicial que promete abalar a indústria dos jogos.

O jornal sul-coreano Korea Times reportou, recentemente, que o estúdio PUBG Corp, desenvolvedor do jogo “Player Unknown’s Battleground” (ou “PUBG”), irá processar a Epic Games, responsável pelo “Fortnite”, por infringir os seus direitos autorais. Em comum, os dois jogos oferecem a modalidade Battle Royale, na qual um grupo de combatentes é lançado em uma ilha, onde precisam explorar e adquirir novos equipamentos em meio a uma batalha cruel, em que apenas um único jogador pode sair vitorioso.


Inspirado na história do livro japonês “Battle Royale”, de autoria de Koushun Takami, e em outras obras similares, como a série “Jogos Vorazes”, a modalidade rapidamente ganhou popularidade entre jogadores. O lançamento de jogos do gênero explodiu após o sucesso de PUBG, lançado inicialmente em março de 2017, atraindo uma legião de milhões de fãs.  


 

O atrito começou quando a norte-americana Epic Games lançou, em setembro do mesmo ano, a sua própria modalidade Battle Royale, como uma adição gratuita para seu jogo Fortnite. Desde então, o jogo se tornou uma verdadeira sensação global, com o maior número de jogadores ativos, um faturamento mensal na casa de centenas de milhões de dólares e a mais expressiva quantidade de espectadores no Twitch, plataforma online de transmissões ao vivo – todos títulos previamente mantidos por PUBG.


Um representante da Bluehole, editora responsável pela divulgação de PUBG, esclareceu à revista PC Gamer que o problema não estava no uso da modalidade Battle Royale, mas no fato de que a Epic Games esteve envolvida diretamente no desenvolvimento de PUBG. “Foi um pouco surpreendente e decepcionante ver um parceiro de negócios usando nosso nome para promover um modo de jogo próprio, que também é bem similar ao nosso”, disse.


O processo alegando violação de direitos autorais foi aberto em janeiro deste ano, no tribunal do Distrito Central de Seul, Coreia do Sul, mas até o momento não foram divulgadas datas definidas para o seu andamento.


Quem diria que a Battle Royale definitiva se passaria dentro de um tribunal?