A vida imita a arte: Ramón Valdés, o “Seu Madruga”, não pagava aluguel na vida real
A vida imita a arte: Ramón Valdés, o “Seu Madruga”, não pagava aluguel na vida real
Seria coincidência? Talvez não.
Postado em 12/05/2018
(Miguel, Esteban e Danilo Gentili segurando um retrato de Ramón Valdés, o Seu Madruga Foto: SBT / Divulgação)
Dificilmente alguém ousará dizer que não se lembra do eterno “Seu Madruga”, interpretado por Ramón Valdés, no sitcom Chaves. O personagem, dono até hoje de uma infinidade de fãs brasileiros, marcou época com seus bordões mal humorados e seu clássico costume de não pagar o aluguel. O fato curioso é que, aparentemente, essas características do personagem foram, na verdade, inspiradas no próprio ator.

Pelo menos, é o que disseram Esteban e Miguel Valdés, respectivamente filho e neto de Ramón, em entrevista ao The Noite, exibido na última quarta-feira (9), no SBT. “Seu Madruga existia antes do Chaves. Meu pai usava essas frases na família: ‘Não te dou outra porque…’ e ‘O que foi, que que foi, que que há?’”, lembra Esteban, fazendo menção a dois dos mais famosos bordões eternizados por Valdés.

E a semelhança entre a vida e a arte não para por aí. Esteban e Miguel recordaram também que Ramón, tal qual o seu personagem, tinha dificuldades em pagar o aluguel. “Não foi uma vez, foram várias vezes. Antes de ser famoso, meu pai trabalhava como motorista de trailer, vendia comida na rua. Vivíamos em um apartamento e de repente ele falava: ‘Vamos para a casa da sua avó’. Porque o dono do apartamento, diferente do Seu Barriga, não perdoava”, relatou Esteban, referindo-se ao pobre locador do seriado mexicano.


Outro tópico abordado pelos dois foi o documentário que será lançado sobre a vida de Ramón. Eles afirmaram que, de início, não tinham certeza do quanto o projeto poderia crescer, mas que, decerto, o carinho dos fãs brasileiros foi uma enorme motivação para prosseguir. "Estamos encantados com o público brasileiro. Não somos o Seu Madruga, mas a gente recebe esse amor.", afirmou Miguel, que fez questão de falar também sobre o quanto o avô era atencioso. “Ele era bonito e estranho ao mesmo tempo, mas tinha muito amor.”