A trágica história de Shanda Sharer: torturada e morta, aos 12 anos, por quatro colegas da escola
A trágica história de Shanda Sharer: torturada e morta, aos 12 anos, por quatro colegas da escola
Shanda era apenas uma garota norte-americana comum, antes de ser brutalmente torturada por horas num dos crimes mais perturbadores da história dos Estados Unidos
Postado em 2/10/2018
(All That’s Interesting/Reprodução)

Em 1991, Shanda Sharer era apenas mais uma garota de 12 anos em Indiana, nos Estados Unidos. Aluna na Hazelwood Middle School, ela tinha vários amigos e adorava participar dos bailes da sua escola. 


Originária do Kentucky, Shanda havia se mudado para a pacata Hazelwood após o divórcio de seus pais, no ano anterior. Uma de suas primeiras amigas na cidade foi Amanda Heavrin - com quem, pouco tempo depois, iniciou também um relacionamento amoroso.


(Shanda Sharer, 12 anos, era apenas uma garota comum. Foto: Dr. Phil/Divulgação)


A vida de Shanda, então, parecia um sonho. Mas em outubro daquele ano, quando ela e Amanda chegassem juntas ao baile da escola, tudo mudaria. Lá, afinal, as duas encontrariam a ex de Amanda, Melinda Loveless, que, furiosa com o namoro das garotas, juraria que Shanda “ia pagar com a própria vida”.


Assustada com as ameaças, Shanda resolveu mudar de colégio, transferindo-se para a Escola Católica Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Mas isso pouco fez para impedir a tragédia que viria.


Em janeiro de 1992, Melinda reuniu três de suas amigas - Laurie Tackett, Hope Rippey e Toni Lawrence - e pôs em ação seu plano macabro de vingança. 


(Melinda Loveless (superior esquerdo), Lauria Tackett (superior direito), Hope Rippey (inferior direito), Toni Lawrence (inferior esquerdo) Foto: Murderpedia)


Escondida com uma faca embaixo de um cobertor, no banco traseiro do carro, Melissa pediu que as três fossem à casa de Shanda e, sob a desculpa de que iriam levá-la até Amanda, convencessem a garota a entrar no veículo.


Assim que Shanda caiu na armadilha, Melinda saltou para fora do cobertor e ameaçou cortar a garganta da menina caso ela não confessasse ter propositalmente roubado Amanda dela.


Aterrorizada, a pobre garota tentou responder, mas não conseguiu. Melinda então pediu que as outras três adolescentes as levassem para um lugar isolado, onde ninguém mais pudesse as ver. Segundo contaram depois, as três acreditavam que Melinda queria apenas assustar Shanda para fazê-la terminar o namoro.


Elas estavam absolutamente equivocadas.


Foram cerca de sete horas de pura tortura, incluindo inúmeras facadas e agressões físicas extremas, com vários membros quebrados, antes de o grupo decidir terminar com a menina de vez - pondo fogo nela, ainda viva, e deixá-la queimar até a morte.


Após o crime, as quatro adolescentes ainda foram ao McDonald’s comemorar o feito e rir dos gritos desesperados de Shanda, que chamou por sua mãe durante todo o tempo.


Naquela mesma manhã, dois homens encontraram o corpo da vítima.


(Pequeno memorial feito em memória de Shanda, no local onde seu corpo foi encontrado. Foto: Wikipedia Commons/Reprodução)


Toni e Hope confessaram todo o enredo e, no dia seguinte, todas as quatro foram presas.


Julgadas como adultos, as garotas receberam penas que foram de 20 a 60 anos.


Atualmente, a maioria delas já foi solta.