‘Santo Graal dos naufrágios’: Submarino-robô encontra tesouro bilionário no fundo do mar
‘Santo Graal dos naufrágios’: Submarino-robô encontra tesouro bilionário no fundo do mar
Descoberta pode valer incríveis $17 bilhões de dólares
Postado em 25/05/2018
Explorar as profundezas do mar do Caribe em busca de tesouros inimagináveis pode parecer a trama de um filme de aventura ou o sonho de um aspirante a pirata. Mas, na realidade, foi essa a história de como um submarino-robô descobriu um tesouro bilionário, de mais de 300 anos, no fundo do mar.

O tesouro se encontra nos destroços de um antigo galeão Espanhol, o “San José”, cuja história também parece digna de cinema. A embarcação de guerra iniciou o seu tempo de serviço em 1698, participou ativamente da Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714) e encontrou seu fim em uma batalha mortal contra um esquadrão Britânico, em 1708.


O San José levou consigo seus 62 canhões de bronze, quase todos os 600 membros da sua tripulação e uma imensa quantidade de ouro, prata e esmeraldas, com um valor estimado entre US$1 bilhão e US$17 bilhões. A lenda do naufrágio do San José, chamado de ‘Santo Graal dos naufrágios’ despertou a imaginação de arqueólogos marinhos e caçadores de tesouro, que não foram capazes de localizar o navio.


Pelo menos não até Novembro de 2015, quando uma equipe do Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI), dos Estados Unidos, utilizou o submarino robótico REMUS 6000 para investigar a área e finalmente desvendar o mistério do San José.



O sucesso da expedição foi um verdadeiro triunfo tecnológico. Sonares foram usados para explorar o solo marinho e encontrar o possível local do naufrágio. Então, o REMUS 6000, capaz de passar longos períodos de tempo submerso, em profundidades de até 6.000 metros, foi enviado para tirar fotos dos destroços.


Não é a primeira vez que o REMUS 6000 aparece nos noticiários por participar de uma missão dessa magnitude. Em 2011, a equipe e o seu submarino-robô foram responsáveis por encontrar os destroços do voo Air France 447, que partiu do Rio de Janeiro em direção a Paris e caiu próximo ao litoral do Nordeste. Em 2010, também participou de uma expedição para tirar novas fotos do famoso navio de passageiros Titanic.


E quanto ao San José, qual serão os próximos capítulos da sua aventura? A disputa agora é para saber quem ficará com o tesouro bilionário nos seus porões. Tanto o governo da Colômbia, onde o navio foi encontrado, quanto o da Espanha, proprietário original do navio, disputam o achado, motivo pelo qual a descoberta levou tanto tempo para ser divulgada.


Batalhas navais, aventuras subaquáticas, tesouros inimagináveis, intrigas diplomáticas. Tem como essa história ficar mais cinematográfica?