Qual a última vez que você lavou seu umbigo?
Qual a última vez que você lavou seu umbigo?
Pesquisa mostra os vários tipos de bactérias que podem ser encontradas nos umbigos
Postado em 27/05/2018
É importante manter a higiene dos umbigos em dia

Nossos umbigos são, de certa forma, uma lembrança. Mesmo sem ter nenhuma utilidade após nascidos, eles eram essenciais quando estávamos na barriga das nossas mães. Era através do nosso cordão umbilical que recebíamos comida e oxigênio, e era também através deles que os restos eram levados para descarte (afinal de contas, ninguém tinha acesso a um banheiro).


Uma vez que nascemos, o cordão umbilical teve de ser cortado, e, após a cicatrização, eis que nos surgiu o umbigo. Mas o que pouco se discute é que, independentemente de seu umbigo ser para fora ou para dentro, ele é um lugar perfeito para bactérias, afinal é úmido e quente.


A estudante Kathleen Schimidt, de 18 anos, resolveu, então, analisar os tipos de bactérias que poderiam ser encontrados em um umbigo, e os resultados foram intrigantes. A primeira descoberta dela foi, no mínimo, curiosa: não era fácil coletar material para sua pesquisa, porque poucas pessoas permitiram que ela retirasse amostras de seus umbigos. Até mesmo sua irmã não permitiu que ela analisasse seu umbigo.


Foi com muita insistência que a adolescente conseguiu, enfim, um grupo de 40 voluntários. Ela pediu que eles esfregassem um cotonete nos seus umbigos para a remoção de uma amostra das bactérias e, então, transportou as coletas para um recipiente com um gel de que as bactérias se alimentam, mantendo esses recipientes em uma estufa a 37,5 °C. Após três dias, levou-os para análise na University of Mary.


Bactérias retiradas do umbigo após três dias em estufa a 37, 5 °C.


A principal bactéria encontrada foi a Bacillus, que é uma “boa bactéria” por combater bactérias prejudiciais à saúde. Também foram encontradas Staphylococcus, bactérias que podem causar inúmeras doenças nos seres humanos. Felizmente, essas últimas não conseguem se mover de maneira autônoma, e as chances de elas causarem alguma doença enquanto próximas do umbigo são relativamente baixas.


Embora mulheres entre 14 e 29 anos tivessem uma quantidade relativamente menor de bactérias que homens, o fato mais interessante, de acordo com a adolescente, não foi esse. A pesquisa mostrou que pessoas mais velhas tendem a ter uma maior diversidade de bactérias em seus umbigos. Outro ponto interessante foi que umbigos que vão para dentro também tiveram mais tipos de bactérias encontrados, se comparados com os “externos”.


Por fim, Kathleen afirmou que a pesquisa teve o objetivo de descobrir que tipos de bactérias temos em nossa pele e que, embora pareça simples, esse tema ainda é muito pouco estudado pela comunidade científica em geral.


E você, limpa seu umbigo regularmente? Deixe sua opinião sobre essa pesquisa nos comentários abaixo.